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Jacobina,03/09/2026

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    Nepal sepulta quase 200 corpos em floresta após necrotérios ficarem lotados

    Medida emergencial foi adotada diante da falta de espaço para armazenar vítimas das enchentes e deslizamentos


    Nepal sepulta quase 200 corpos em floresta após necrotérios ficarem lotados

    Autoridades do Nepal sepultaram 199 corpos ainda não identificados em uma floresta na região de Devghat, no distrito de Chitwan, após os necrotérios locais atingirem a capacidade máxima. A medida emergencial foi adotada diante da falta de equipamentos para conservar os restos mortais e do risco sanitário provocado pela decomposição.

    A situação se agravou com a chegada de corpos recuperados após as enchentes e deslizamentos que atingiram a região de fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. Segundo as autoridades, 272 corpos provenientes do lado chinês foram encaminhados para instalações que já estavam sobrecarregadas.

    Sem espaço suficiente e com quantidade limitada de equipamentos de refrigeração, os responsáveis decidiram realizar os sepultamentos como forma de reduzir os riscos à saúde pública. O procedimento, no entanto, não impede uma eventual identificação posterior das vítimas.

    O desastre provocou uma das mais graves crises recentes na região. Enchentes, deslizamentos e uma avalanche de lama atingiram comunidades e áreas de infraestrutura, deixando centenas de mortos e milhares de desaparecidos. No balanço divulgado em 30 de agosto, o número de mortos chegava a 804, sendo 788 no Nepal e 16 no território chinês do Tibete.

    As equipes de resgate permanecem mobilizadas para localizar sobreviventes e recuperar vítimas. O trabalho é dificultado pela grande quantidade de lama e escombros, que bloqueiam estradas e dificultam o acesso às áreas atingidas.

    Além da busca por vítimas, autoridades trabalham na identificação dos corpos. Amostras de DNA, fotografias e registros individuais estão sendo utilizados para permitir que restos mortais sejam posteriormente reconhecidos e entregues às famílias.

    A dimensão da tragédia também provocou uma forte pressão sobre a estrutura de emergência do país. A Cruz Vermelha estima que mais de 9 mil pessoas tenham sido afetadas pelos eventos climáticos, enquanto milhares de resgates já foram realizados.

    As autoridades seguem monitorando as condições das áreas atingidas, que continuam apresentando riscos de novos deslizamentos e inundações. A prioridade é localizar pessoas desaparecidas, recuperar vítimas e garantir condições mínimas para o atendimento à população afetada.




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