Venezuela confirma acordo bilionário com os Estados Unidos para ampliar produção de petróleo
Tratado prevê investimentos superiores a US$ 100 bilhões e exploração de 17 campos estratégicos no país
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou a assinatura de um acordo petrolífero com os Estados Unidos que prevê a ampliação da produção de petróleo e a participação de operadores privados no setor.
O anúncio foi feito por Rodríguez nas redes sociais. Segundo ela, o protocolo contempla o desenvolvimento de 17 campos considerados estratégicos, com potencial estimado em 65 bilhões de barris de petróleo.
O acordo também prevê investimentos superiores a US$ 100 bilhões e a geração de mais de US$ 209 bilhões em receitas fiscais para o Estado venezuelano. Rodríguez classificou o tratado como um marco nas relações entre Caracas e Washington.
De acordo com a presidente interina, os recursos deverão ser destinados à recuperação e modernização da infraestrutura da indústria de hidrocarbonetos, além de contribuir para o aumento da produção nacional.
A Venezuela possui algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, estimadas em aproximadamente 303 bilhões de barris. Apesar desse potencial, a produção do país permanece limitada pelas condições da infraestrutura do setor.
Rodríguez afirmou ainda que o acordo poderá impulsionar a geração de empregos, elevar a renda dos trabalhadores e contribuir para o crescimento econômico venezuelano. A dirigente também destacou que o aumento da produção teria impacto sobre a segurança energética e os mercados internacionais.
Atualmente, segundo declaração anterior da própria presidente interina, a Venezuela produz cerca de 1,23 milhão de barris de petróleo por dia, o maior nível registrado no país desde fevereiro de 2019.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também anunciou o acordo e o descreveu como o maior negócio de petróleo da história mundial. Segundo Trump, o entendimento envolve o controle de 65 bilhões de barris das reservas venezuelanas.
O acordo ocorre em meio à reaproximação entre os dois países e às mudanças no cenário político venezuelano. A aproximação entre Caracas e Washington ganhou força após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, em janeiro deste ano, episódio que provocou críticas de governos e setores da comunidade internacional.




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